Em que lado do triângulo você está?

Escolhi este assunto para o nosso primeiro post, pois se todos refletirem de uma forma honesta consigo mesmo, irão se identificar em algum momento, é inevitável! Se você não está, você já esteve em algum dos lados do triângulo, seja no seu casamento, no seu trabalho, na sua família ou com seus amigos.

O triângulo do drama é um modelo de interação social proposto por Stephen Karpman que mostra que em determinadas situações, geralmente conflitos, adotamos a posição de vítima, salvador ou perseguidor. Vamos entender quem é quem:

A Vítima
“Ninguém me entende”, “Isso só acontece comigo”, “Faz para mim ou me diz o que tenho que fazer porque não consigo”.

É aquele que sempre se esquiva da responsabilidade de tudo o que acontece na sua vida. Ele é sempre a vítima dos outros e do mundo, o famoso AZARADO. Sente-se ou deseja passar a imagem de vulnerável e impotente. A vítima procura desesperadamente, mesmo que inconscientemente, alguém que o salve ou lhe traga uma solução – na maioria das vezes milagrosa e sem ter que mudar comportamentos – para resolver situações desafiadoras.

O Salvador
“Eu vou resolver isso para você, deixa comigo!”

É aquele que precisa se sentir importante e reconhecido. Não entende a diferença entre ensinar a pescar e dar de bandeja o peixe assado com batatas fritas e tudo mais. Geralmente, solidariza-se com a necessidade do outro para suprir uma necessidade própria, mas por falta de autoconhecimento, o salvador nem sabe que tem essa necessidade interna ou não ainda não entendeu como atendê-la de forma sadia e ultrapassa seus próprios limites. Assim, busca “salvar” aqueles que consideram vulneráveis e, conscientemente ou não, gera laços de dependência com o outro. Doa-se de corpo e alma, faz mais do que deveria, às vezes até se prejudica ou prejudica terceiros e, quando o outro não corresponde a sua necessidade interna com falta de reconhecimento ou responsabilidade, se frustram, se cansam e param de ser TÃO legais e TÃO prestativos e assumem o papel de vítima ou perseguidor.

O Perseguidor
“Eu fiz de tudo por você e você não reconhece isso”, “Você não está fazendo direito“.

Geralmente, culpa o outro antes de olhar para si mesmo. É aquele que não conseguiu estipular o seu próprio limite ao ajudar o outro ou não quer reconhecer suas fraquezas. Assim, ao invés de reconhecer sua responsabilidade no processo assumindo que fez mais do que deveria ou podia por escolha própria, como autodefesa, aponta a fraqueza do outro através de cobrança ou crítica: “Eu me dediquei tanto e você fez tudo errado, duvido que encontre alguém como eu”.

Todos nós já agimos (ou estamos agindo) em um desses papéis em algum momento de nossas vidas pois todos temos as características dos três papéis. Não tenha vergonha. Provavelmente você não tinha consciência disso, mas agora que tem, atente-se. Equilibre seus papéis, mude comportamentos e saia do triângulo!

Saiba mais sobre o triângulo do drama aqui.